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TÚNEIS DO RIO - ATRAVESSANDO AS MONTANHAS, SEGUE A CIDADE CRESCENDO PRO OUTRO LADO DO TÚNEL.

  • Foto do escritor: danielericco
    danielericco
  • 1 de mai. de 2022
  • 19 min de leitura

Rugendas, pintor alemão que estava no Brasil no séc XIX definia a cidade do Rio de Janeiro: (...) Talvez não exista no mundo uma região como o Rio de Janeiro, com paisagens e belezas tão variadas, tanto do ponto de vista da forma grandiosa das montanhas, como dos contornos das praias. Em virtude da multidão de enseadas e promontórios, hå uma variedade infinita de panoramas, tanto para o lado da baía e das suas ilhas como para o mar alto. Não são menores a riqueza e a variedade da vegetação.

Todo o bairro central do Rio de Janeiro vai assim nascer desta ofensiva contra o pùntano, contra a lagoa e contra o mar, por meio de aterros colossais que duram até os nossos dias. A expansão vivenciada pela cidade do Rio de Janeiro só foi possível mediante às åreas conquistadas à custa do desmonte de morros, dos aterros e das drenagens saneadoras

Longe de apresentar nos anos recentes um crescimento em faixas perifĂ©ricas, Ă  maneira das principais metrĂłpoles, o Rio Ă© uma cidade que cresceu em pontas, aumentando consideravelmente as distĂąncias do centro. DaĂ­ a necessidade de frequentes retomadas de crescimento no nĂșcleo primitivo, onde os morros vĂŁo sendo arrasados, o mar aterrado e a montanha perfurada para se diminuĂ­rem as distĂąncias. Com isso, vĂĄrios tĂșneis foram sendo criados na cidade ligando e criando bairros e expandindo a cidade.

A transposição diametral do Maciço da Tijuca se fez necessĂĄria. Este maciço, dotado de imponĂȘncia e beleza, guarda nas nascentes de seus rios a origem dos primeiros mananciais de ĂĄgua potĂĄvel da entĂŁo colĂŽnia, que tambĂ©m buscava, no alto, em suas matas, a proteção contra os ataques dos inimigos, juntamente com a lenha e a pedra, bens fundamentais para o seu crescimento.

Por conta do maciço da Tijuca, a cidade assumiu uma forma caracteristicamente linear, o que vem dificultando até os nossos dias o provimento de infraestrutura. Estes fatores colaboram, em parte, com as dicotomias reais e simbólicas existentes entre a Zona Norte (industrial e concentradora de alguns bairros de classe média, afora os suburbanos) e a Zona Sul (de privilegiada orla marítima e repleta de bairros nobres).

O incremento do fluxo migratĂłrio somado ao da industrialização, bem como a expulsĂŁo da população do Centro promovida pelas reformas urbanas, resultou em um processo de ocupação dos subĂșrbios, ocorrendo tambĂ©m o remanejamento, para este segmento da cidade, das fĂĄbricas antes localizadas na ĂĄrea central. A Segunda Guerra Mundial acelerou o processo de evolução demogrĂĄfica e industrialização

O crescimento da cidade, em parte determinado por fatores geogrĂĄficos, passou a exigir deslocamentos da população cada vez maiores entre o local de trabalho e o de moradia, gerando crises dos transportes. É porĂ©m a partir da dĂ©cada de 50 que se agravam profundamente as grandes questĂ”es urbanas da ĂĄrea metropolitana do Rio de Janeiro: os carros tomam conta das ruas, o solo urbano tem seu preço altamente valorizado, e Ă© enormemente intensificado o crescimento vertical da cidade. É tambĂ©m a partir da dĂ©cada de 50 que os problemas de deslocamentos urbanos se agravam cada vez mais, exigindo tanto a melhoria dos sistemas de transportes, como das vias de circulação. Esse problema era mais sĂ©rio nos deslocamentos Centro-Zona Sul, em função do crescente uso dos automĂłveis, que congestionavam as vias de acesso ao Centro e Zona Norte da cidade. O auge desta situação se passa na dĂ©cada de 60 com a indĂșstria automobilĂ­stica auferindo recordes em sua produção, voltada para as classes mais abastadas, residentes no Rio de Janeiro, principalmente na Zona Sul. Passa a ser notĂłrio, a utilização de verbas para a melhoria do sistema viĂĄrio para melhor uso de automĂłveis pela classe mais abastada em detrimento a necessidade de incentivo ao transporte de massa para a população trabalhadora.


TĂșnel Rio Comprido-Laranjeiras (O TĂșnel da Rua Alice).



Ele foi o primeiro tĂșnel construĂ­do em nossa cidade, em 1886/87, ligando a rua Alice no Cosme Velho, Ă  rua BarĂŁo de PetrĂłpolis no Rio Comprido e servia como atalho entre as zonas Norte e Sul muito antes do Santa BĂĄrbara e do Rebouças. A rua foi aberta, em seu trecho inicial, em 1887, por Klingelhoefer & Cia., cujo presidente era o engenheiro Eduardo Klingelhoefer da Fonseca, pai de Alice Klingelhoefer da Fonseca (1882-1960), homenageada dando seu nome Ă  dita rua quando estava com cinco anos. Logo depois, o mesmo engenheiro Klingelhoefer projetou nĂŁo sĂł o prolongamento da rua atĂ© o topo do morro, como um tĂșnel e linha de bondes ligando os bairros de Laranjeiras e Rio Comprido. Conseguiu realizar as obras da rua e tĂșnel, mas nĂŁo a da linha de bondes.

O tĂșnel ganhou a tipologia dos tĂșneis cariocas da Ă©poca, luminĂĄrias redondas, embutidas no teto, que Ă© revestido de azulejos, revestimento de pastilhas ( nos outros Ă© de granito) nas paredes, e guarda-corpos das passagens de pedestres de material tubular.

ApĂłs as construçÔes dos tĂșneis Santa BĂĄrbara e Rebouças, o TĂșnel Rio Comprido-Laranjeiras passou a ser menos utilizado. O fato de ser menos usado lhe garantiu uma boa conservação por alguns anos, mas a movimentação menor tambĂ©m deixou as entradas do TĂșnel menos seguras. Infelizmente esse tĂșnel hoje se encontra em ĂĄrea de risco.


TĂșnel Alaor Prata (popularmente chamado de TĂșnel Velho).




O TĂșnel Velho surgiu em meados da dĂ©cada de 80 quando a Companhia Jardim BotĂąnico pretendia estender suas linhas ao “pitoresco arrabalde de Copacabana”. A companhia solicitou permissĂŁo para prolongar seus trilhos, para o que teria que ser construĂ­do um tĂșnel no Morro do Barroso. Neste contexto, Copacabana Ă© fruto da ação conjunta do Estado, proprietĂĄrios fundiĂĄrios e promotores imobiliĂĄrios, Muiitos representantes pĂșblicos eram proprietĂĄrios de terrenos do arrabalde de Copacabana e, ao mesmo tempo, sĂłcios das empresas particulares, que exerciam mĂșltiplas operaçÔes vinculadas aos setores fundiĂĄrio e imobiliĂĄrio, em atuação no bairro. O advento do tĂșnel, associado ao bonde, teve grande importĂąncia para a viabilização da Zona Sul, porção da cidade voltada para os grupos de elite que ansiavam por amenidades como a vida junto ao mar

No tocante Ă  designação “TĂșnel Velho”, sabe-se que esta foi utilizada, popularmente, para fazer-se distinção do entĂŁo “TĂșnel Novo” (TĂșnel do Leme), incorporado ao circuito dos tĂșneis da cidade no inĂ­cio do sĂ©culo XX. Esta passagem, inaugurada em 15 de maio de 1892, sob os morros da Saudade e SĂŁo JoĂŁo, liga as ruas Siqueira Campos e Real Grandeza, situadas respectivamente em Copacabana e Botafogo. Neste bairro o tĂșnel encontra-se junto ao CemitĂ©rio de SĂŁo JoĂŁo Batista. Nos seus primĂłrdios, sua utilização estava franqueada Ă  passagem apenas dos carros de bonde, sem a possibilidade de trĂĄfego por outros veĂ­culos ou por pedestres. Todavia, na dĂ©cada de vinte, o mesmo sofreu alargamento; acabando por passar em 1970 por uma reforma radical, quando foi duplicado pela superposição de pistas, contando, para tal, com o rebaixamento de seu piso


TĂșnel do Leme




1a galeria – Galeria Coelho Cintra.

Em 4 de março de 1906 Ă© inaugurado o entĂŁo TĂșnel Novo (atualmente ainda tratado assim por muitos). Oficialmente, a primeira galeria do TĂșnel do Leme Ă© chamada de TĂșnel Engenheiro JosĂ© Cupertino Coelho Cintra, homenageando o gerente da Companhia de Bondes do Jardim BotĂąnico. Com efeito, a conjugação do trinĂŽmio bonde, TĂșnel Velho, TĂșnel Novo veio consolidar a ocupação de Copacabana, propiciando a sua incorporação, definitiva, Ă  malha urbana carioca. O TĂșnel Coelho Cintra conta, no presente, com quatro faixas de rolamento, ligando a Avenida Princesa Isabel em Copacabana Ă  Avenida Lauro SodrĂ©, em Botafogo.

2a galeria – Galeria Marques Porto.

O projeto da segunda galeria do TĂșnel do Leme maturou-se trinta anos apĂłs a inauguração da primeira, devido aos congestionamentos de trĂĄfego (REIS, 1977: 113). A mesma foi inaugurada em 1943 e o seu nome evoca JoĂŁo Gaulberto Marques Porto, engenheiro responsĂĄvel pelas obras de duplicação e alargamento do tĂșnel. Ambas as galerias possuem dimensĂ”es semelhantes. No entanto, um fato digno de menção diz respeito Ă  disposição dos fluxos de trĂąnsito de cada uma. A galeria Marques Porto, identificada por sinalização existente em sua entrada serve, principalmente, como solução de continuidade ao fluxo de veĂ­culos proveniente do TĂșnel do Pasmado (abordado mais adiante) e, em seguida, Ă  Avenida Lauro SodrĂ©, situada no bairro de Botafogo. Por outro lado, a galeria Coelho Cintra, cuja “boca” de saĂ­da fica prĂłxima Ă  Igreja de Santa Terezinha, ao Shopping Center Rio Sul e Ă  antiga casa de espetĂĄculos CanecĂŁo, se caracteriza pelo sentido Copacabana - Botafogo. Exceção Ă  esta disposição Ă© verificada nas manhĂŁs dos dias Ășteis, quando a galeria Marques Porto passa a funcionar em regime de mĂŁo-dupla, fazendo parte de um grande esquema de trĂĄfego que objetiva facilitar o acesso ao centro, concentrador da maioria das oportunidades de trabalho na cidade.


TĂșnel JoĂŁo Ricardo



Um elo entre a ĂĄrea central e a zona portuĂĄria (1919). No espaço compreendido entre a ĂĄrea central, especificamente, entre a estação de Trens da Central do Brasil e a zona portuĂĄria, situa-se o TĂșnel JoĂŁo Ricardo que corta o Morro da ProvidĂȘncia, com vistas ao acesso Ă  avenida Rodrigues Alves, que margeia os armazĂ©ns atualmente em desuso, pelo deslocamento das atividades portuĂĄrias para a ĂĄrea revitalizada do Caju e adjacĂȘncias. Desde sua inauguração, desempenhava um papel estratĂ©gico no deslocamento entre o centro da cidade e a ĂĄrea do porto, concentrada nos bairros da Gamboa, SaĂșde e Santo Cristo. A iniciativa da construção do TĂșnel JoĂŁo Ricardo passou por diversos planejamentos e intençÔes polĂ­ticas. No entanto, sua efetivação somente tornou-se viĂĄvel com a abertura ocorrida em 1919, na administração do prefeito SĂĄ Freire Este cenĂĄrio propĂ­cio para a construção do tĂșnel nĂŁo combinou com a presença de cortiços e casas de cĂŽmodos em sua ĂĄrea o que gerou certos impasses na sua construção.

O mesmo liga a rua Bento Ribeiro – antiga Rua JoĂŁo Ricardo – Ă  rua Rivadavia Correia (antiga rua 10 e rua da Gamboa) Funciona nas circunvizinhanças um movimentado entroncamento metro-rodo-ferroviĂĄrio, no complexo que reĂșne ponto inicial da Estrada de Ferro Central do Brasil e o Terminal RodoviĂĄrio AmĂ©rico Fontenelle. O tĂșnel se constitui na principal via de saĂ­da dos ĂŽnibus intermunicipais que partem da periferia da Área Central com destino Ă  Baixada Fluminense.


TĂșnel do Pasmado.



Dos trĂȘs tĂșneis, o TĂșnel do Pasmado foi o primeiro a ser inaugurado, em 1952, no transcurso da gestĂŁo do prefeito JoĂŁo Carlos Vital. Sua abertura concretizou o plano de encurtamento da distĂąncia Centro-Zona Sul atravĂ©s da ligação direta da Avenida Beira Mar (na praia de Botafogo) Ă  Avenida AtlĂąntica em Copacabana, buscando o aumento da fluidez do trĂąnsito no bairro de Botafogo.

O TĂșnel do Pasmado permite a transposição do pequeno morro de mesmo nome e, tal e qual, como acontece com o TĂșnel do Leme. Sua galeria integra o mesmo esquema de trĂĄfego com vistas a um melhor desempenho quanto ao deslocamento de veĂ­culos para o centro da cidade.


TĂșnel SĂĄ Freire Alvim.




O TĂșnel SĂĄ Freire Alvim (homenagem ao prefeito que o concluiu), inaugurado em 31 de janeiro de 1960, proporcionou Ă  Copacabana uma terceira via paralela Ă  praia. Com sua abertura solucionou-se, na ocasiĂŁo, o congestionamento do trĂĄfego no trecho da avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre as ruas Miguel Lemos e SĂĄ Ferreira, intensificado anteriormente pela obrigatoriedade da mĂŁo dupla no local. Permitiu-se, deste modo, imprimir um sentido Ășnico, para as pistas da avenida, voltado para o Centro da cidade. O traçado do TĂșnel SĂĄ Freire Alvim atravessa o maciço do morro do Cantagalo, ligando a rua Barata Ribeiro Ă  rua Raul PompĂ©ia em sentido Ășnico, voltado para o Posto 6, ĂĄrea nobre da cidade nos limites dos bairros de Copacabana e Ipanema.


TĂșnel Major Rubem Vaz.



Com a entrega ao trĂĄfego do TĂșnel Major Rubem Vaz, em 21 de abril de 1963, Copacabana ganhou uma outra via contĂ­nua, paralela Ă  praia, ligando as ruas Tonelero e Pompeu Loureiro, facilitando, assim, o acesso pelo Corte de Cantagalo aos bairros situados ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas. Na travessia do maciço do Morro dos Cabritos seus 220 metros de extensĂŁo e 18 metros de largura sĂŁo servidos por quatro faixas de trĂĄfego (sentido Tonelero - Pompeu Loureiro). A construção foi executada em tempo recorde, durante apenas seis meses por iniciativa do Governo Carlos Lacerda (1960- 1965). A denominação oficial do tĂșnel homenageia o Major da AeronĂĄutica Rubem Vaz, morto em atentado contra o entĂŁo deputado Carlos Lacerda em agosto de 1954.

Finalmente, convĂ©m ressaltar que Copacabana possui diversos tĂșneis atravessando ou permitindo acesso ao seu espaço por estar o bairro situado em uma faixa estreita de terra entre as montanhas do maciço da Tijuca e o mar e ainda por ser um bairro densamente habitado que por vĂĄrias pĂĄginas da histĂłria encarnou o ideĂĄrio de beleza e sonho de moradia de geraçÔes.


TĂșnel Santa BĂĄrbara (tambĂ©m conhecido como TĂșnel Catumbi-Laranjeiras).


A abertura de um tĂșnel conectando os bairros de Laranjeiras (Zona Sul da cidade) e Catumbi (localizado entre a periferia da Área Central e a Zona Norte) foi assentada no Plano Agache, do urbanista francĂȘs Alfred Agache, em 1928. Anos apĂłs, em 1948, ocorreu o inĂ­cio das obras de perfuração

Contando atualmente com 1357 metros de comprimento por 18 metros de largura (9 metros para cada sentido), atravessando o maciço do Morro da Coroa, em sua vertente norte, no bairro do Catumbi. As escavaçÔes arrastaram-se por, praticamente, dois decĂȘnios e, apesar do projeto estar incluĂ­do no Plano de RealizaçÔes e Obras do Prefeito NegrĂŁo de Lima em 1957, somente foi efetivamente retomado e finalizado no decorrer da gestĂŁo Carlos Lacerda (estado da Guanabara, 1960-1965),

Os efeitos de sua construção se fizeram sentir principalmente nos bairros que “estavam no caminho” das novas vias expressas, tĂșneis e viadutos. O bairro do Catumbi era um deles. O Governador Lacerda solucionou, localmente, a problemĂĄtica das devastadoras enchentes, comuns ao bairro, efetivando diversas obras em suas galerias pluviais. Todavia, o sacrifĂ­cio imposto Ă  comunidade do Catumbi, disfarçado sob a chancela da necessidade de “progresso” e saneamento causou muita dor Ă  sua população. Diversos imĂłveis, logradouros e a capela de Nossa Senhora da Conceição foram lenta e dolorosamente riscados do mapa. Deste modo, os proprietĂĄrios de estabelecimentos comerciais e prĂ©dios residenciais, que estavam no caminho das obras, foram contemplados com indenizaçÔes irrisĂłrias, restando aos inquilinos, a amargura do despejo e as lembranças. O Catumbi, dos dias atuais, alĂ©m de servir como ĂĄrea de passagem plena de tĂșneis e viadutos, estĂĄ conformado em meio a casas comerciais, ao SambĂłdromo (palco dos Desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) e ao cemitĂ©rio SĂŁo Francisco de Paula que guarda popularmente o nome de cemitĂ©rio do Catumbi. O TĂșnel Santa BĂĄrbara foi o primeiro tĂșnel construĂ­do nos domĂ­nios do bairro, compondo uma parte de um conjunto de vias que foram projetadas para ligar a Avenida Brasil (principal eixo rodoviĂĄrio da cidade) Ă  Zona Sul, evitando assim a passagem pelo centro de negĂłcios ou ainda permitindo uma conexĂŁo mais rĂĄpida Ă  Área Central.

O advento do tĂșnel e das respectivas vias de acesso transformaram o Catumbi, de bairro tradicionalmente vivido pelas comunidades das colĂŽnias portuguesa, espanhola e italiana (com seus cortiços e casas de cĂŽmodos, afamados blocos carnavalescos e significativas manifestaçÔes religiosas, notadamente em suas ruas sob a forma de procissĂ”es) em um bairro que se proletarizou acentuadamente nas Ășltimas dĂ©cadas. Em Laranjeiras e no Cosme Velho, bairros nobres os impactos resultantes da construção da via e do seu funcionamento foram de menor monta.

O TĂșnel Santa BĂĄrbara foi considerado em sua inauguração, ocorrida a 22 de abril de 1964, como o mais moderno da AmĂ©rica Latina sendo, por excelĂȘncia, um marco na evolução tĂ©cnica e histĂłrica dos tĂșneis na cidade. A partir dele, novas metodologias de perfuração e manutenção de tĂșneis passaram a ser aplicadas.

O fato de ser o primeiro a contar com sistema de ventilação e exaustĂŁo, aparelhagem de radar, contagem de veĂ­culos, sinalização luminosa, recebimento independente de eletricidade, geradores de emergĂȘncia, bem como circuito fechado de televisĂŁo para monitoramento de enguiços e acidentes. Tornou-se o primeiro a sofrer sĂ©rios problemas relacionados com a qualidade do ar, tendo a circulação de ĂŽnibus sido restringida, em sua galeria, por diversas vezes, como medida atenuadora. Como melhoria, foi feita a instalação de um sistema de novos ventiladores, controlados por computadores, para complementar a exaustĂŁo



A alcunha oficial, Santa BĂĄrbara, decorre da tradição cristĂŁ, advinda das Minas Gerais do tempo da colĂŽnia, na qual a santa era cultuada como a protetora dos mineiros e dos trabalhadores em galerias subterrĂąneas . No interior da gruta os anos guardaram um tesouro escondido: um painel de cento e vinte metros quadrados criado pela pintora Djanira, realizado em cerĂąmica esmaltada, reproduzindo a imagem da santa. SĂŁo desenhos abstratos e decorativos, coloridos suavemente em tons de roxo, azul e branco. No centro faz-se nĂ­tida a imagem de Santa BĂĄrbara vestida com uma tĂșnica, envolta em manto. Praticamente inacessĂ­vel, por vinte anos, por ser o tĂșnel uma passagem sem acesso Ă  pedestres e na qual os veĂ­culos nĂŁo podem parar, o mural foi intensamente castigado pela umidade, pelo calor e, principalmente, pela poluição que queimou a cor de muitos azulejos, cobrindo de fuligem a obra. Por iniciativa do entĂŁo presidente da extinta FUNARJ, professor Darcy Ribeiro, o painel foi retirado do tĂșnel para ser recuperado em 1985. Em 1996 foi submetido a uma nova restauração por uma equipe de profissionais do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde permanece decorando o pĂĄtio interno do museu.


TĂșneis AndrĂ© e AntĂŽnio Rebouças (TĂșnel Rebouças).



No inĂ­cio dos anos vinte jĂĄ havia a intenção por parte do Prefeito Carlos Sampaio em construir um tĂșnel conectando, por trem, a Lagoa Rodrigo de Freitas Ă  Zona Norte/Centro da cidade. Este tĂșnel sĂł viria a ser concretizado, quarenta anos depois, na administração do governador da Guanabara Carlos Lacerda, destinado, especificamente, ao transporte rodoviĂĄrio – o TĂșnel Rebouças. Durante muito tempo a referida passagem figurou como o maior tĂșnel viĂĄriourbano do mundo, posição perdida em 1997 com a inauguração do TĂșnel da Covanca no bojo do trajeto da Linha Amarela.

A histĂłria de sua construção começa efetivamente em 1955, quando a entĂŁo Secretaria de Viação e Obras elaborou projeto para o empreendimento de um tĂșnel entre a Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, e a Rua Frei Veloso, na Lagoa, contando com um traçado praticamente igual ao atual. O mesmo chegou a ter concorrĂȘncia pĂșblica e as obras sĂł nĂŁo foram iniciadas por causa do seu orçamento, Ă  Ă©poca, considerado elevado. Os planos permaneceram arquivados durante seis anos, atĂ© que, em 1961, foi promovida concorrĂȘncia para a construção do trecho Cosme Velho – Lagoa, de acordo com as especificaçÔes originais. Os trabalhos foram iniciados em abril de 1962. Inaugurado oficialmente, no governo seguinte ao de Carlos Lacerda, pelo Governador NegrĂŁo de Lima, em 3 de outubro de 1967, somente passou a utilizar, sem interrupçÔes, duas pistas, funcionando em ambos os sentidos, no dia 9 de novembro de 1972.

O TĂșnel Rebouças possui 5.600 metros de galerias, medindo cada uma 9 metros de largura, com trĂȘs pistas de rolamento em ambos os sentidos. Atravessa o maciço da Tijuca em duas seçÔes de galerias duplas: uma, do Rio Comprido ao Cosme Velho, com 760 metros de extensĂŁo e a outra, do Cosme Velho Ă  Lagoa, apresentando o comprimento de 2040 metros.

O TĂșnel Rebouças facilita o fluxo direto de veĂ­culos entre a Lagoa e bairros vizinhos (como HumaitĂĄ e Jardim BotĂąnico) e os bairros de Cosme Velho e depois Laranjeiras. Conjugado com o Elevado da Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido (Zona Norte da cidade), cumpre a ligação com a Avenida Francisco Bicalho, recebendo e conduzindo as correntes de trĂĄfego para a Tijuca, Avenida Brasil, Centro e Cais do Porto.

A referĂȘncia aos nomes oficiais do tĂșnel, AndrĂ© e AntĂŽnio Rebouças, remonta ao tempo do ImpĂ©rio e a estes dois irmĂŁos e engenheiros. Negros e filhos de famĂ­lias de poucos recursos, do interior da Bahia, os irmĂŁos Rebouças formaram-se na Escola PolitĂ©cnica do Rio de Janeiro. AndrĂ© Rebouças foi o autor dos projetos dos portos do MaranhĂŁo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, destacando-se ainda como defensor da campanha abolicionista. Dentre as realizaçÔes de AntĂŽnio Rebouças estĂŁo a construção da subida da Serra do Mar, no ParanĂĄ, e as docas da AlfĂąndega do Rio de Janeiro. Observa-se, atravĂ©s de placas da prefeitura, que AndrĂ© Rebouças empresta o nome Ă  dupla de galerias envolvidas na trajetĂłria da Lagoa ao Rio Comprido, cabendo a AntĂŽnio Rebouças denominar o sentido inverso.

Neste bairro do Rio Comprido, o seu logradouro mais nobre, a Avenida Paulo de Frontin, sofreu uma mudança radical em razĂŁo da construção do Elevado do mesmo nome, afixado sobre toda a extensĂŁo de seu espaço. Como consequĂȘncia, o segmento de renda abastada, que residia nos casarĂ”es locais, migrou para outras ĂĄreas da cidade. Da mesma forma, os seus prĂ©dios de alguns pisos desvalorizaram-se em decorrĂȘncia da poluição intensa do ar, do barulho provocado pelos veĂ­culos, bem como pelo ensombreamento causado pelo elevado. Atenuando as circunstĂąncias, e diante da ampla acessibilidade do lugar a custos menos onerosos, um segmento do empresariado passou a se utilizar dos prĂ©dios que ladeiam a avenida investindo e transformando-os em fixos sociais como clĂ­nicas, laboratĂłrios, instituiçÔes de ensino, sedes de empresas, dentre outras formas de comĂ©rcio e serviços.


Os tĂșneis do complexo Lagoa-Barra: Zuzu Angel (1971), JoĂĄ (1971), SĂŁo Conrado (1971) e TĂșnel acĂșstico da PUC (1982) – A expansĂŁo da cidade dos “ricos”

A exemplo do que ocorreu em Copacabana, os tĂșneis, desta feita, associados a outras vias, servem outra vez como elementos integradores de novas ĂĄreas Ă  cidade do Rio de Janeiro. Os grandes espaços da planĂ­cie de JacarepaguĂĄ eram a alternativa natural para o crescimento da urbe. A construção da auto-estrada Lagoa-Barra, neste sentido, foi a obra pioneira responsĂĄvel pelo seu desenvolvimento.

Um dos objetivos era propiciar a ampliação dos domínios do estado, com o deslocamento do eixo do complexo industrial e residencial para as Baixadas de Jacarepaguå, Campo Grande e Santa Cruz, a época, ainda pouco habitadas e de grande potencialidade em recursos econÎmicos

Ao longo de todo o processo de ocupação da planĂ­cie, trava-se uma verdadeira “marcha para Oeste” e, de igual forma ao que havia ocorrido com a Zona Sul, veio com intensa especulação imobiliĂĄria que determinou a expansĂŁo da parte rica da cidade em direção aos bairros nobres de SĂŁo Conrado e a Barra da Tijuca. Desde o inĂ­cio dos anos oitenta o boom imobiliĂĄrio tambĂ©m atingiu o bairro de JacarepaguĂĄ, um dos recordistas na oferta de novos imĂłveis, ajudando a compor, em menor escala, o novo “Eldorado” da classe mĂ©dia do Rio de Janeiro.

Do Anel RodoviĂĄrio hĂĄ vĂĄrios trechos que merecem destaque. Entre eles devido a importĂąncia e grandiosidade estĂĄ a Auto-Estrada Lagoa-Barra que consta de vĂĄrias obras de arte: tĂșneis, viadutos, pontes, elevados e liga a Lagoa Rodrigo de Freitas, junto ao Jockey Clube, Ă  vasta planĂ­cie litorĂąnea de JacarepaguĂĄ (Praça Euvaldo Lodi, na Barra da Tijuca), numa extensĂŁo de 10,5 km, com duas pistas independentes, com duas faixas de trĂĄfego em cada sentido. Foi dividida em trĂȘs trechos: 1o trecho, Lagoa–Rocinha; 2o trecho, Rocinha–SĂŁo Conrado; 3o trecho, SĂŁo Conrado–Barra da Tijuca.. A Auto-Estrada Lagoa Barra possui 4 tĂșneis.


TĂșnel Zuzu Angel (anteriormente chamado de TĂșnel Dois IrmĂŁos). O TĂșnel Zuzu Angel liga Ă  GĂĄvea ao bairro nobre de SĂŁo Conrado, nas proximidades da ex-favela da Rocinha. Este tĂșnel atravessa a Pedra Dois IrmĂŁos. Inicialmente TĂșnel Dois IrmĂŁos, passou oficialmente a se chamar TĂșnel Zuzu Angel como forma de resgate Ă  memĂłria da estilista Zuleika Angel Jones, morta em um atentado polĂ­tico, reconhecido como tal pelo governo em 1998 (segundo o Jornal do Brasil de 26 de março do mesmo ano). Zuzu Angel, quando dirigindo Ă  saĂ­da do tĂșnel em pauta, no sentido SĂŁo Conrado, foi supostamente atingida por outro veĂ­culo, vitimando-se fatalmente. O motivo do acidente teria sido gerado pela campanha empreendida pela estilista para esclarecer a morte do filho, Stuart Jones, preso e morto durante o regime militar




Tunel SĂŁo Conrado (tambĂ©m conhecido como TĂșnel do Pepino) e TĂșnel do JoĂĄ. Ambos os tĂșneis se encontram bastante prĂłximos um do outro, em um sĂ­tio de excepcional beleza que segue o padrĂŁo estĂ©tico da natureza carioca de mar e montanha. O TĂșnel SĂŁo Conrado, tambĂ©m conhecido como TĂșnel do Pepino, conta com a extensĂŁo de 260 (duzentos e sessenta) metros, localizando-se sob maciço da Pedra da GĂĄvea. Este tĂșnel liga a praia de SĂŁo Conrado (Pepino) ao Elevado das Bandeiras, apresentando suas pistas dispostas em dois andares sobrepostos. Na continuação, o elevado das Bandeiras, popularmente conhecido como elevado do JoĂĄ, forma um dos conjuntos arquitetĂŽnicos mais extraordinĂĄrios da cidade, com rara panorĂąmica sobre o oceano AtlĂąntico e a sensação de se estar “flutuando” por sobre o mar.





Em sequĂȘncia, apĂłs o elevado, chega-se ao TĂșnel do JoĂĄ que possui 350 metros de extensĂŁo. Suas galerias atravessam de igual forma o maciço da Pedra da GĂĄvea, sob o morro do JoĂĄ, servindo de ligação entre a encosta do JoĂĄ (elevado das Bandeiras) e a entrada da Barra da Tijuca (Avenida Ministro Ivan Lins),




TĂșnel acĂșstico da PUC. O TĂșnel acĂșstico da PUC difere dos demais, na medida em que se constitui em uma proteção artificial de concreto, envolvendo, acima e lateralmente, um segmento de pistas da auto-estrada Lagoa-Barra e ainda por atravessar literalmente uma seção de um prĂ©dio de apartamentos. Este falso tĂșnel foi entregue ao pĂșblico em 1982, coincidindo com a inauguração oficial da auto-estrada Lagoa-Barra. Trata-se de um recurso tĂ©cnico sob a forma de uma cobertura para abafamento sonoro, fechando as partes superior e lateral das pistas no trecho de 400 metros que fica na encosta, junto Ă  PontifĂ­cia Universidade CatĂłlica do Rio de Janeiro, a PUC.




TĂșnel Martim de SĂĄ (TĂșnel Frei Caneca - 1977):



Da mesma forma em que os tĂșneis SĂĄ Freire Alvim e Major Vaz foram construĂ­dos, com vistas ao desafogo do trĂąnsito de Copacabana, eliminando desvios e passagens por vias em regime de mĂŁo dupla, o TĂșnel Martim de SĂĄ tambĂ©m foi concebido para minorar os problemas de circulação de veĂ­culos em uma ĂĄrea especĂ­fica da cidade. Em termos de localização espacial, a galeria do TĂșnel Martim de SĂĄ estĂĄ disposta em posição transversal Ă  do seu vizinho, o TĂșnel Santa BĂĄrbara, encontrando-se mais adiante da saĂ­da deste Ășltimo para o Catumbi,

Com a inclusĂŁo do TĂșnel Martim de SĂĄ, em 15 de março de 1977, no rol dos tĂșneis cariocas, ligando a rua Frei Caneca (cujo nome identifica popularmente o tĂșnel) Ă  avenida Henrique Valadares e a rua do Riachuelo, possibilitou-se a criação de um trajeto alternativo, de acesso de bairros da Zona Norte como a Tijuca (concentradora de uma expressiva camada de população da classe mĂ©dia), para o Centro de NegĂłcios, em itinerĂĄrio paralelo Ă  concorrida avenida Presidente Vargas. O preço pago pelo empreendimento foi onerado pela demora de oito anos para a sua finalização, devido, em parte, Ă  problemas geolĂłgicos causados pela predominĂąncia no terreno de rocha decomposta e pela presença de infiltraçÔes de ĂĄgua, instabilizando a ĂĄrea construĂ­da

O TĂșnel Martim de SĂĄ possui um comprimento de 350 metros, contando com trĂȘs faixas de trĂĄfego em sentido Ășnico, e que a escolha do seu nome presta homenagem Ă  Martim de SĂĄ, que exerceu o posto de governador do Rio de Janeiro em trĂȘs perĂ­odos distintos no sĂ©culo XVII.


TĂșnel Noel Rosa (1978):



O primeiro a servir unicamente a Zona Norte. A inauguração em 1978 desta passagem de 1.187 metros, contando com duas galerias sobrepostas de 9 metros de largura cada, tem uma significĂąncia que vai alĂ©m da ligação, em ambos os sentidos, do bairro de Vila Isabel ao do Sampaio, sob a serra do Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Na realidade, existe uma nĂ­tida concentração de tĂșneis servindo a Zona Sul e a Barra da Tijuca, que em geral abrigam a maior parte da população de alto poder aquisitivo da cidade. Em oposição a este perfil que reforça a segregação espacial, tambĂ©m no momento da distribuição e implantação de equipamentos urbanos, o TĂșnel Noel Rosa se apresenta como o Ășnico tĂșnel cujo funcionamento veio a atender exclusivamente a Zona Norte, propiciando uma nova ligação entre as ĂĄreas de influĂȘncia da Tijuca e do MĂ©ier, (subcentros comerciais de expressĂŁo),

Ao se abordar o TĂșnel Noel Rosa, faz-se necessĂĄrio a lembrança da obra daquele a quem empresta o nome. Noel de Medeiros Rosa nasceu em 1911 em Vila Isabel, bairro da Zona Norte carioca, sendo considerado um dos seus filhos mais ilustres


Os tĂșneis da Linha Amarela (1997): TĂșnel da Covanca, TĂșnel falso da Suíça Carioca, TĂșnel GeĂłlogo Enzo Totis e TĂșnel Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto.



A Linha Amarela também faz parte do projeto, idealizado nos anos 70, de linhas policrÎmicas, plano este destinado a dotar o então estado da Guanabara de vias que proporcionassem sua integração. A criação da Linha Amarela, inserida no contexto do Plano Piloto da Baixada de Jacarepaguå, objetivava a adequação viåria para o crescimento previsto para a årea, auxiliando também na sua integração com o restante do estado, a igual exemplo da sua antecessora, a auto-estrada Lagoa-Barra. Neste sentido, vale a constatação de que o crescimento da Barra da Tijuca tem origem no desenvolvimento do sistema viårio.

A efetiva integração da Barra da Tijuca ao Rio de Janeiro, tendo o processo se consolidado em 1997 com a inauguração da Linha Amarela, um corredor expresso, sul-norte, transversal Ă s principais vias da cidade, unindo Barra da Tijuca e JacarepaguĂĄ, na Zona Oeste, atĂ© a Linha Vermelha, na altura da Ilha do FundĂŁo, e por meio desta Ășltima via atĂ© o Centro. Pelo seu caminho se descortinam diversos bairros do subĂșrbio e Zona Norte como Água Santa, Encantado e o grande MĂ©ier, proporcionando aos moradores das vizinhanças um verdadeiro ganho em termos de mobilidade, dinamizando e expandindo as possibilidades de lazer e trabalho, na medida em que, por exemplo, foi encurtada a distĂąncia que separava estes locais do subcentro da Barra da Tijuca, pleno em oportunidades de trabalho no setor de serviços e de possibilidades de lazer, concentradas, sobretudo, ao longo da orla marĂ­tima que acompanha a baixada de JacarepaguĂĄ, repleta de encantos e amenidades.

A Linha Amarela possui quatro tĂșneis: TĂșnel Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto (158 metros), TĂșnel GeĂłlogo Enzo Totis (266 metros), TĂșnel falso da Suíça Carioca (130 metros) e TĂșnel Engenheiro de Paula Soares (2.197 metros), sob o maciço da Covanca, dentre todos, o de maior magnitude , sendo conhecido como TĂșnel da Covanca superando o TĂșnel Rebouças em dimensĂŁo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Carvalho, Ronaldo Cerqueira - Rio de Janeiro: uma cidade conectada por tĂșneis COLEÇÃO ESTUDOS CARIOCAS NÂș 20040201 Fevereiro – 2004 -UERJ




 
 
 

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